EU, PALHAÇO SEM GRAÇA
REPETIA VERSOS BOBOS
VESTIA TRAJES INFANTIS
E PINTAVA MEU BEIJO RUBRO
COM UM SORRISO AUSENTE
COM MALABARISMOS RIDÍCULOS
ROUBAVA RISADAS
SARCÁSTICASEU ENALTECIA MINHA RIDICULEZ
E EXALTAVA A BESTA LUCIDEZ
DE QUE EU ERA MAIS TOLO
QUE AQUELES QUE ME APLAUDIAM
MINHA BRINCADEIRA SEM ORGULHO
PUTRIFICAVA FEITO GORGULHO
DEVOLVIA O DESAPEGO DE NÓS DOIS
PALHAÇO TRISTE, PROVAVA QUE A BELEZA INEXISTE
CAMBALHOTAS IDIOTAS
AS MULHERES SORRIAM
OS HOMENS INSISTIAM
E EU, EU PALHAÇO SEM GRAÇA, CHORAVA
NUM PALCO OFUSCADO
E PRA MULHER MINHA, EU, INDESEJADO...
FEITO RISO ABANDONADO
EU BRINCAVA COM BOLAS
E ELA, DONA DE SI, SENHORA!
RIA DE MIM...
EU EM MEU PALCO BOBÃO...
LEVA!
LEVA DESTE PALHAÇO
A ALMA, O CORAÇÃO...
boa noite, solidão!
Boa noite, solidão!
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
todos os direitos reservados
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
EU, PALHAÇO...
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