Cadê o palhaço
Palhaço que roubou minha graça?
Cadê o palhaço
Palhaço que deixou-me em desgraça?
Cadê o palhaço
que me deixou só neste circo?
Cadê o palhaço
que fez-me notar que eu não era mais criança?
Cadê o palhaço
que disse uma anedota que não entendi
Cadê o palhaço
que juntou-me quando eu precisa me dividir?
Cadê o palhaço
que pintou de vermelho o meu nariz?
Cadê o palhaço?
que foi embora e me deixou com a piada ao meio?
Cadê o palhaço?
que roubou meu coração e partiu em dois meu seio?
Cadê o palhaço?
que me deixou só neste circo?
boa noite, solidão!
Boa noite, solidão!
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
todos os direitos reservados
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
todos os direitos reservados
sexta-feira, 30 de abril de 2010
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lindo trabalho, gosto muito do que escreve, um grande abraço e um ótimo final de semana.
ResponderExcluirInteressante como a dramaticidade cresce ao longo do poema!
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