
EU VI UM MENDIGO
Este mendigo estava sem lar...
Tinha numa das mãos uma trouxa;
N'outra a desilusão
Carregava nos olhos, o vazio da solidão.
Trazia nos lábios, uma palavra silenciada...
Trazia nos lábios, a fome, o nada...
Trazia nos ombros, o peso do mundo!
Este mendigo, trazia nas vestes,
O cheiro pútrido da miséria sua...
Este mendigo trazia nos traços
Lembranças do rosto do meu avô!
Meu avô era mediano!
Meu avô era negro!
Meu avô era magro!
Meu avô era solitário!
Este mendigo trazia nos passos
Os rastros do meu avô...
Meu avô não era belo...
Meu avô era nobre...
Meu avô era pobre...
Este mendigo era deste planeta
Meu avô 'Marciano'...
Eu vi o mendigo aquela noite...
Ele era magro também!
Ele era negro também!
Ele era solitário também!
Ele, a todo instante dizia um 'ai'!
Mas o meu avô, meu avô era pai!
Meu avô Marciano, era pai do meu pai...
20/04/09

Boa noite Débora, li seu blog, quanta poesia heim... o meu que te passei aquele dia mudou de endereço... este texto tem a ver com essa sua poesia, da uma olhada: http://mdo-manifesto.blogspot.com/2010/02/de-jovem-excluido-ze-ninguem.html
ResponderExcluirbjos, Bruno