Feito mariposa
Eu corria atrás do brilho do olhar de raposa
Eu que não era mais poeta
Eu que não era mais esposa
Eu que não era nada
Tentava aos poucos soletrar versos ofegantes!
Eu que tentava lembrar da poesia
Que na adolescência sabia
Encontrei um peito teso, tenso!
Com os olhos cegos para qualquer beleza
Escondia minha tristeza com os dedos da mão.

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