LABIOS DE POETA
O que dizem teus olhos de criança
O que dizem teus lábios de poeta
O que se passa nessa cabeça, moço.
Onde esta teu sorriso de esperança
Onde foram tuas doces palavras de encanto
Agora, desencadeia teu pranto!
Onde as canções ternas que dizem de amor
E suas lembranças de festas e parques
Teu paraíso de sonhos...
Onde menino?
Tardes de sol, inverno gotejante, outonos e vendavais e verões...
Onde foram as bolhas de sabão ao vento?
Onde violetas e dálias
Emudecidos estão teus lábios, moço!
Não balbucia sequer uma palavra
Onde moço, onde?
Nós outra vez, falando de flores,
Falando de cores...
Ah! Lábios de poeta...
Diga-me apenas uma palavra de acalento
Para que baste meu pranto
Diga-me só mais um verso
Para que eu sonhe de novo com teus lábios de poeta...
boa noite, solidão!
Boa noite, solidão!
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
todos os direitos reservados
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
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sábado, 5 de setembro de 2009
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