RIACHO
Na beira de um riacho
Sentei-me cabisbaixo
Olhando para baixo
Segurando o coração
Pensei em jogá-lo na fonte
Que acaba defronte
Defronte a solidão
Minha alma chorando dizia
Que a doce água descia
Levando consigo a minha ilusão
No doce riacho
Qual riacho doce
Leva em suas águas a pouca esperança
A qual nunca se cansa
E se deixa tornar canção
Na grossa areia da fonte
Que se acumula aos montes
A preta desilusão
Elevo meus olhos ao céu
E peço a papai do céu
Que se me deres uma chance
Não serei mais como antes
Em troca lhe faço uma prece
Pedindo a estrela que desce
E cai pendente
A estrela cadente
Devolvendo o sonho ao meu coração
Que agora suponho em fertilizar a semente
Na doce água do riacho corrente
Que de volta trouxe vida a minha ilusão!

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