Aquela perversa, a Maria
Entardecendo meu dia
Indo embora dizia
Adeus e eu não respondia
Pensou então que era rebeldia
Mas não era, não era Maria...
Era um amor que em meu peito ardia
Toda vez que em teu rastro eu ia
Chorando por ela, a maldita sorria
Repousar em teu seio era o que eu queria
Mas ela, malvada Maria
Pena de mim não nutria
Que eu era vagabundo ela sabia
Mas de tudo isso desconhecia
Que somente por ela meu olhar padecia
E eu escondido do teu olhar, eu morria
Um pedaço de mim, indo embora, ia, ia...
Ai, nobre Maria
Eu juro que ficaria
Em teu peito de nostalgia
Mil noites, mil dias...
Sei que este poema não a convenceria
De que meu lamento não é covardia
Mas da minha poesia ela não entendia
E de mim novamente diria:
'Tu és ilusão e poesia'
Pois meu sofrer veio a ser melodia
Amo-te ainda Maria!
Mas estou a partir Maria
E se amor isto não fosse Maria
Nem sequer um verso eu rimaria!
E este poema foi somente por ti, por ti Maria!
boa noite, solidão!
Boa noite, solidão!
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
todos os direitos reservados
Já me aguardavas no meu leito
Para acompanhar-me na noite?
Do que devemos falar,
De devaneios, sonhos, ou paixão?
Boa noite, solidão!
Amiga incerta e vã...
Acaricia-me as lágrimas e se deleita em meu divã.
Queres desabafar, rir, chorar,
Aconselhar-me ou calar-me?
Boa noite, solidão!
Queira ao menos me ouvir agora,
Já que vieste de fora, para deitar-se comigo!
Seja de certo meu ombro amigo
Ouça minhas palavras, distinta senhora!
Algo maltrata meu peito
Flores denominadas amor!
O que fazer nesta hora, em que tudo se torna distante
E o que mais me parece constante és tu, solidão?
Leva consigo meu peito
E este amor que nem mesmo sei direito
Se posso chama-lo de amor!
E agora, de tristeza, fechei meus olhos
Boa noite, solidão!
Débora Santos
todos os direitos reservados
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

E este coração de pedra, fragmentou-se diante de tanta emoção, agora só me resta, tentar esculpi-lo novamente... Simplesmente lindo!
ResponderExcluir