As luzes da cidade começam a adormecer
Os boémios se foram dos bares
Os maridos estão em seus lares
As putas estão em seus devidos lugares,
Amando os trocados dos homens que a compraram
Sugando com adultério, o amor já morto
E eu estou aqui
Fechado neste quarto
Em meu pobre porto
Sozinho, despedindo de ninguém
Meu amor já se foi também!
Me disse adeus, chorou, sorriu, partiu.
Eu era tão teu, que tu parecia ser eu!
Quando eu te olhava na despedida
E sentia o perfume da tua pele
Pele que eu amava
Tua boca macia, singular e doce
Falava-me de adeus
Mas eu, eu estava entorpecido
Com a musica ímpar da tua voz
Alucinado com o cheiro dos teus cabelos
Com tuas pernas cruzadas a mostrar teus joelhos!
Eu decorava cada gesticular de tua afável mão.
Que insistia em dizer adeus.
Em explicar-me que eu poderia ser feliz longe de ti
Tu estavas por ora tão dona de si
Que tive medo de estar tão evidente minha suplica de tolo
Tolo este que nem de sua tolice soube aproveitar
Tolo que não sabe amar

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